noticias Publicado em 19 de janeiro de 2017

Jovens artistas de Aparecida de Goiânia recebem oficina de Teatro Jornal

Jovens artistas de Aparecida de Goiânia recebem oficina de Teatro Jornal

com Cláudia Simone (Pas à Passo Théâtre de L’Opprimé, Madeleine- Amiens, França)

No próximo final de semana, jovens atores e atrizes da Cia de Teatro
Cidade Livre
, de Aparecida de Goiânia, participarão de oficina de Teatro Jornal com a diretora artística e curinga do Teatro do Oprimido Cláudia Simone, que estará em Goiânia e Aparecida entre os dias 19 e 22 de janeiro a convite dos grupos Ocupa Madalena Núcleo de Teatro das Oprimidas e Transas do Corpo, integrando as ações do projeto Circuito da Diversidade na Escola e na Comunidade.

 Nos dias 19 e 20, Cláudia ministrará mini-curso de aprofundamento natécnica Teatro Jornal, desenvolvida por Augusto Boal, e que segundo ela mesma é “uma resposta estética à invasão dos cérebros feita pela mídia”. Esta oficina é voltada para multiplicadoras do NúcleoOcupa Madalenae parceiras.Nos dias 21 e 22, ministraoficina de criaçãoteatral a partir da mesma técnica com jovens doPonto deCultura Cidade Livre.

 As atividades são ações do projeto Circuito da Diversidade na Escola e Comunidade, que realizou em 2016 três formações do Teatro das Oprimidas em Goiânia: oCiclo de Criação e Formação em Teatro das Oprimidas, com Lorena Patrícia de Oliveira, Maria Rita David e Renata Pessoa do Núcleo Ocupa Madalena, o Laboratório Raízes do Movimento, com Fernanda Dias, doColetivo Madalena Anastácia – RJ, e o Laboratório Madalenas, com Bárbara Santos, diretora artística da Rede Madalena Internacional.

 As atividades com Cláudia Simone são gratuitas e servirão como preparação para oficinas que serão realizadas pelas/os participantes em escolas públicas de Goiânia e Aparecida esse semestre. OCircuito daDiversidade é projeto de extensão da Faculdade de Ciências Sociais da UFG e tem apoio do Global Fund forWomen e do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Claudia Simone do Santos / Curinga do Teatro do Oprimido

 Diretora Artística de Pas à Passo Théâtre de L’Opprimé, Madeleine- Amiens, Madeleine enMouvement. Artista – Ativista do Coletivo Madalena-Anastácia, da Companhia Internacional TOgether, da Red Internacional Madalena e da Rede Latino Americana de TO. Atuou no Centro de Teatro do Oprimido (CTO-RJ), sob direção de Augusto Boal , durante 10 anos, participando ativamente em diferentes projetos, colaborando com a construção do programa de Teatro do Oprimido na Saúde Mental e na pesquisa/concepção da Estética do Oprimido. Desenvolve uma pesquisa/ investigação na área de Teatro Jornal desde 2010, inicialmente denominada Da invasão do cérebro ao Teatro Jornal, buscando aprofundar as possibilidades dessa técnica no combate à invasão do cérebro. Atualmente essa investigação tem o nome de: Alfabetização Estética e Teatro Jornal estimulando a apropriação dos canais estéticos da Imagem, palavra e som como forma de liberação da estética anestésica produzida pelos opressores. Sua mais recente investigação é o Laboratório Raízes do Movimento do Teatro- Fórum, que parte do pressuposto de que os movimentos cotidianos são reveladores de formatações sociais, imposições sócio – culturais, opressões, urgências e necessidades. Essa pesquisa pretende fazer conhecer o corpo enquanto veículo de comunicação para construção de um espetáculo de Teatro-Fórum.

Sobre o Núcleo Ocupa Madalena / Grupo Transas do Corpo

 O Núcleo Ocupa Madalena de Teatro das Oprimidas, atua em Goiânia desde 2011 e se consolidou em 2013. É um grupo baseado na força solidária feminina, que utiliza as linguagens artísticas, principalmente o teatro do oprimido e teatro das oprimidas, para investigar as opressões que recaem sobre o corpo das mulheres e aposta na arte enquanto ferramenta e estratégia política de combate às violências. Neste período,vem realizando ações formativas com mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e tem como princípio a ética e solidariedade. Desde 2015 o grupo realiza atividades de formação feminista de combate à opressão das mulheres em parceria com o Grupo Transas do Corpo, ONG feminista de Goiânia que em 2017 completa 30 anos de ações educativas em gênero, saúde e sexualidade.

Sobre o Ponto de Cultura Cidade Livre

 O Ponto de Cultura Cidade Livre faz parte da Associação Sociocultural Cidade Livre (ASCL), organização não governamental, cultural e filantrópica criada em 2004, com sede em Aparecida de Goiânia. Atualmente a ASCL possui cinco núcleos de atuação: a Cia. de Teatro Cidade Livre, o NPT (Núcleo de Pesquisa Teatral), o Às avessas (núcleo de audiovisual), o Teatro Cidade Livre (circulação e difusão de bens artísticos e culturais) e o Ponto de Cultura Cidade Livre, desenvolvendo projetos para crianças, adolescentes e jovens na comunidade, no intuito de colaborar com a democratização cultural.