noticias Publicado em 9 de junho de 2017

Ocupa e Transas oferecem formação em Teatro Jornal em Aparecida de Goiânia

Jovens artistas de Aparecida de Goiânia recebem oficina de Teatro Jornal

com Cláudia Simone (Pas à Passo Théâtre de L’Opprimé, Madeleine- Amiens, França)

No próximo final de semana, jovens atores e atrizes da Cia de Teatro
Cidade Livre
, de Aparecida de Goiânia, participarão de oficina de Teatro Jornal com a diretora artística e curinga do Teatro do Oprimido Cláudia Simone, que estará em Goiânia e Aparecida entre os dias 19 e 22 de janeiro a convite dos grupos Ocupa Madalena Núcleo de Teatro das Oprimidas e Transas do Corpo, integrando as ações do projeto Circuito da Diversidade na Escola e na Comunidade.

 

Nos dias 19 e 20, Cláudia ministrará mini-curso de aprofundamento na técnica Teatro Jornal, desenvolvida por Augusto Boal, e que segundo ela mesma é “uma resposta estética à invasão dos cérebros feita pela mídia”. Esta oficina é voltada para multiplicadoras do Núcleo Ocupa Madalena e parceiras. Nos dias 21 e 22, ministra oficina de criação teatral a partir da mesma técnica com jovens do Ponto de Cultura Cidade Livre.

 

As atividades são ações do projeto Circuito da Diversidade na Escola e Comunidade, que realizou em 2016 três formações do Teatro das Oprimidas em Goiânia: o Ciclo de Criação e Formação em Teatro das Oprimidas, com Lorena Patrícia de Oliveira, Maria Rita David e Renata Pessoa do Núcleo Ocupa Madalena, o Laboratório Raízes do Movimento, com Fernanda Dias, do Coletivo Madalena Anastácia – RJ, e o Laboratório Madalenas, com Bárbara Santos, diretora artística da Rede Madalena Internacional.

 

As atividades com Cláudia Simone são gratuitas e servirão como preparação para oficinas que serão realizadas pelas/os participantes em escolas públicas de Goiânia e Aparecida esse semestre. O Circuito da Diversidade é projeto de extensão da Faculdade de Ciências Sociais da UFG e tem apoio do Global Fund for Women e do Fundo Brasil de Direitos Humanos.
Claudia Simone do Santos / Curinga do Teatro do Oprimido

 

Diretora Artística de Pas à Passo Théâtre de L’Opprimé, Madeleine- Amiens, Madeleine en Mouvement. Artista – Ativista do Coletivo Madalena-Anastácia, da Companhia Internacional TOgether, da Red Internacional Madalena e da Rede Latino Americana de TO. Atuou no Centro de Teatro do Oprimido (CTO-RJ), sob direção de Augusto Boal , durante 10 anos, participando ativamente em diferentes projetos, colaborando com a construção do programa de Teatro do Oprimido na Saúde Mental e na pesquisa/concepção da Estética do Oprimido. Desenvolve uma pesquisa/ investigação na área de Teatro Jornal desde 2010, inicialmente denominada Da invasão do cérebro ao Teatro Jornal, buscando aprofundar as possibilidades dessa técnica no combate à invasão do cérebro. Atualmente essa investigação tem o nome de: Alfabetização Estética e Teatro Jornal estimulando a apropriação dos canais estéticos da Imagem, palavra e som como forma de liberação da estética anestésica produzida pelos opressores. Sua mais recente investigação é o Laboratório Raízes do Movimento do Teatro- Fórum, que parte do pressuposto de que os movimentos cotidianos são reveladores de formatações sociais, imposições sócio – culturais, opressões, urgências e necessidades. Essa pesquisa pretende fazer conhecer o corpo enquanto veículo de comunicação para construção de um espetáculo de Teatro-Fórum.

 

Sobre o Núcleo Ocupa Madalena / Grupo Transas do Corpo

 

O Núcleo Ocupa Madalena de Teatro das Oprimidas, atua em Goiânia desde 2011 e se consolidou em 2013. É um grupo baseado na força solidária feminina, que utiliza as linguagens artísticas, principalmente o teatro do oprimido e teatro das oprimidas, para investigar as opressões que recaem sobre o corpo das mulheres e aposta na arte enquanto ferramenta e estratégia política de combate às violências. Neste período, vem realizando ações formativas com mulheres e jovens em situação de vulnerabilidade social e tem como princípio a ética e solidariedade. Desde 2015 o grupo realiza atividades de formação feminista de combate à opressão das mulheres em parceria com o Grupo Transas do Corpo, ONG feminista de Goiânia que em 2017 completa 30 anos de ações educativas em gênero, saúde e sexualidade.

 

Sobre o Ponto de Cultura Cidade Livre

 

O Ponto de Cultura Cidade Livre faz parte da Associação Sociocultural Cidade Livre (ASCL), organização não governamental, cultural e filantrópica criada em 2004, com sede em Aparecida de Goiânia. Atualmente a ASCL possui cinco núcleos de atuação: a Cia. de Teatro Cidade Livre, o NPT (Núcleo de Pesquisa Teatral), o Às avessas (núcleo de audiovisual), o Teatro Cidade Livre (circulação e difusão de bens artísticos e culturais) e o Ponto de Cultura Cidade Livre, desenvolvendo projetos para crianças, adolescentes e jovens na comunidade, no intuito de colaborar com a democratização cultural.